Natal: «Chega de guerras, de violência», Papa pediu «paz em todo o mundo e para todas as pessoas»

(AGÊNCIA ECCLESIA) – Francisco inaugurou a «Natividade de Belém 2024», na Sala Paulo VI, com os presépios da terra «onde nasceu o Filho de Deus».

Foto: Vatican Media/ Divisione Foto

O Papa afirmou “chega de guerras, chega de violência”, e pediu “paz em todo o mundo e para todas as pessoas”, este sábado, na audiência às delegações que ofereceram os presépios e a árvore para o Natal do Vaticano.

“Com lágrimas nos olhos, elevamos a nossa oração pela paz: Irmãos e irmãs, chega de guerras, chega de violência! Sabiam que um dos investimentos mais lucrativos é na fábrica de armas? Lucrar por matar… mas por quê? Chega de guerras! Que haja paz em todo o mundo e para todas as pessoas, a quem Deus ama!”, disse Francisco, no discurso publicado online pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

O Papa recebeu um grupo de cerca de duas mil pessoas, na manhã deste sábado, com quem inaugurou a ‘Natividade de Belém 2024’, na Sala Paulo VI.

Os presépios da Sala Paulo VI, representações do nascimento de Jesus, foram produzidas e confecionadas em Belém, por artesãos locais, que levaram ao Vaticano representantes do presidente da Palestina, da “atormentada Palestina”, destacou o Papa, e da Embaixada palestiniana junto à Santa Sé.

“Olhemos para os presépios de Belém, construídos na terra onde nasceu o Filho de Deus. São diferentes, mas todos trazem a mesma mensagem de paz e de amor que Jesus nos deixou. Diante deles, recordamos os nossos irmãos e irmãs que, ali e noutras partes do mundo, sofrem o drama da guerra”, desenvolveu o Papa.

Foto: Vatican Media/ Divisione Foto

Francisco recebeu também com as delegações italianas que doaram o presépio e a árvore de Natal da Praça de São Pedro: O presépio foi oferecido pela Comunidade de Grado, na Província e Diocese de Gorizia, enquanto a árvore, um abeto vermelho, de 29 metros de altura, é de Ledro, no Trentino, na Província e Diocese de Trento.

“A solenidade majestosa da árvore é impressionante. Cortada de acordo com os princípios ecológicos da substituição natural da floresta, traz os sinais de muitos anos, as muitas camadas do tronco maciço, o velho dando à luz o jovem, as jovens que envolveram e protegeram o velho, todas que sobem juntas para o alto”, salientou.

“Pode ser uma bonita imagem da Igreja, povo e corpo, a partir da qual a luz de Cristo se espalha pelo mundo, precisamente por causa da sucessão de gerações de fiéis que se reúnem em torno da única origem, Jesus: os antigos deram vida às jovens, as jovens abraçam e protegem os antigos, em missão no mundo e a caminho do céu”

Foto: Vatican Media/ Divisione Foto

Na Praça São Pedro, na “sombra do grande abeto”, está o presépio da comunidade de Grado, na região norte de Friuli-Venezia Giulia, uma representação que reproduz um ‘casone’ da Lagoa de Grado, casa de pescadores construídas com barro e junco, onde os habitantes das ‘mote’, as pequenas ilhas dessa lagoa, partilhavam a vida quotidiana durante a pesca.

“Os ‘casoni’ são cercados por água e, para chegar lá, é preciso a ‘batela’, o típico barco de fundo plano que possibilita o deslocamento em águas rasas. E para chegar a Jesus é também preciso um barco: a Igreja é o barco, não se chega ‘sozinho’, jamais”, desenvolveu o Papa, indicando que se chega a Jesus “em comunidade, naquele pequeno grande barco que Pedro continua a guiar”.

Neste sentido, Francisco indicou que “há sempre lugar para todos”, sublinhando que “na Igreja, sempre há lugar para todos”, mesmo “para os pecadores”, que são os primeiros, “são os privilegiados, porque Jesus veio pelos pecadores, por todos, não pelos santos”.

“Não se esqueçam disso: Todos, todos, todos, todos dentro”, acrescentou o Papa no seu discurso.

CB