(Francisco Pereira) – O Evangelho deste domingo lembra-nos que, mesmo em tempos difíceis, cada discípulo tem uma missão: dar testemunho. Não estamos sozinhos — o Senhor promete a sabedoria e a força necessárias para permanecermos firmes. A perseverança é o caminho da fidelidade… e da verdadeira missão.
Nos últimos domingos, temos vindo a refletir sobre a importância de sermos sinal no mundo.
Por isso, Jesus dá-nos o exemplo do templo como sinal da presença de Deus no meio de nós. Esse templo que se fez rosto, que se fez voz, que se fez presença no próprio Jesus Cristo, levando-O precisamente a afirmar que o haviam de destruir, ou seja, levá-Lo à morte, mas depois ressuscitar, ou seja, reconstruído em três dias.
Por isso, se por um lado nós somos chamados a adorar em Espírito e verdade, no templo que somos, bendizendo, louvando e agradecendo todos os benefícios e graças por aquilo que somos e temos.
Por outro lado, no Evangelho deste domingo, Jesus alega-nos para o facto deste mesmo templo, da nossa própria vida, estar sujeita às vicissitudes humanas. Não é por sermos Seus discípulos, não é por sermos Seus seguidores, não é pelo facto de vivermos na Sua presença que ficamos como que imunes, isentos ou impermeáveis à dor, ao sofrimento, à perda de alguém.
Aquilo que Jesus nos alerta e nos pede é que demos um novo sentido, um novo significado, a todas estas realidades. Um sentido e um significado de eternidade, em que essas realidades se nos apresentam na vida como temporárias, como passageiras, numa esperança maior que nos espera.
Por isso, a Palavra Para a Missão deste domingo é esse testemunho, um novo verdadeiros recrutadores, em Espírito e verdade, procurando em tudo aquilo que somos e fazemos, sermos sinal dessa presença de Deus no mundo.


