(Pe. Artur de Matos, missionário da Boa Nova e diretor emeritus da Revista Boa Nova) – Em 2030, a Sociedade Missionária da Boa Nova (Missionários da Boa Nova), com Casa-Mãe no Seminário das Missões, em Cucujães, fará 100 anos. Fundada pelo Papa Pio XI em 1930, com o empenho de Bispos portugueses e, posteriormente com o apoio e colaboração direta dos padres diocesanos, esta Sociedade Missionária é, na sua expressão de “humilde serva na vinha do Senhor”, um sinal vivo da dimensão missionária das dioceses para levar o primeiro anúncio de Cristo aos de perto e aos de longe.

Em dádiva de vidas e ação, em Moçambique, Angola, Brasil, Zâmbia e Japão, a Sociedade Missionária continua fiel à inspiração inicial e está, de corpo e alma, empenhada no serviço da Missão da Igreja, para servir até servir.
Nesse sentido, realizar-se-á, no próximo mês de julho, a XV Assembleia Geral para, avaliando este percurso de quase cem anos, tornar mais viva e significativa a chama da vocação missionária dentro e fora de portas.
Estarão em análise, certamente, a conversão interior na fidelidade ao chamamento de Deus, a questão vocacional, a sua presença significativa, a interculturalidade e, possivelmente, um novo ímpeto missionário que poderá levar à abertura de um campo de trabalho num novo país.
Para a preparação desta Assembleia, e também do Centenário da Sociedade, têm decorrido vários encontros internos e iniciativas abertas a todos para ir avivando a chama de uma fé vivida e partilhada.
Releva-se, a propósito, a última sessão de 9 de maio passado, em que a Secretária de Estado Ajunta da Juventude e da Igualdade, Dr.ª Carla Rodrigues, falou sobre a Bem-aventurança: “Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados”, numa simples e excelente palestra que encantou os presentes; foram, também, apresentados dois livros do autor deste “Ponto Branco”: “A fé ou se apega ou se apaga” e “Vem comigo até dentro de nós” (poemas, no odor das bem-aventuranças).


