(Diácono Afonso Dumbo, missionário da Boa Nova) – Ao viver a preparação para o Juramento perpétuo e para a ordenação diaconal, na Sociedade Missionária da Boa Nova (SMBN), habitam-me os sentimentos de alegria, confiança, de temor; é a certeza de um abandono de fé, em que toda a minha história de luz e sombra se conjuga em Deus, que me chamou para ser luz e sal.

Trata-se de um abandono, nas mãos d’Aquele que me amou, chamou, escolheu e enviou. A paz, serenidade, leveza e o amor que sentia e sinto, ainda me preenchem o ser. Agora, tudo isso é para continuar a pôr ao serviço desde o real e concreto, na SMBN, Igreja e sociedade.
O Missionário da Boa Nova tem como referência fundamental a relação com Jesus Cristo, Cabeça, Bom e Belo Pastor.
Acreditais verdadeiramente naquilo que anunciais? Viveis aquilo em que acreditais? Pregais vós verdadeiramente aquilo que viveis? Mais do que nunca, portanto, o testemunho de vida tornou-se uma condição essencial para a eficácia profunda da pregação. Sob este ângulo, somos, até certo ponto, responsáveis pelo avanço do Evangelho que nós proclamamos. Assim, ser missionário da Boa Nova, significa «testemunhar sempre o Amor, Jesus Cristo, Nosso Senhor e Salvador».
Ser artífice da unidade
O testamento espiritual do Senhor diz-nos que a unidade entre os fiéis que O seguem, não somente é a prova de que nós somos seus, mas também a prova de que Ele foi enviado pelo Pai, critério de credibilidade dos mesmos cristãos e do próprio Cristo. Como evangelizadores, nós devemos apresentar aos fiéis de Cristo, não já a imagem de homens divididos e separados por litígios que nada edificam, mas sim a imagem de pessoas amadurecidas na fé, capazes de se encontrar para além de tensões que se verifiquem, graças à procura comum, sincera e desinteressada da Verdade.
Servidor da Verdade
O Evangelho de que nos foi confiado o encargo é também palavra da Verdade. Uma Verdade que nos torna livres e que é a única coisa que dá paz ao coração. Verdade sobre Deus, verdade sobre o homem, sobre o seu misterioso destino e verdade sobre o mundo. Espera-se que todo o evangelizador tenha o culto da verdade, tanto mais que a verdade que ele aprofunda e comunica, outra coisa não é senão a verdade revelada pelo próprio Deus. Ser missionário, significa anunciar com verdade e estar animado pelo amor.
A obra da evangelização pressupõe, no evangelizador, um amor fraterno, sempre crescente, para com aqueles a quem ele evangeliza. O modelo de evangelizador que o apóstolo Paulo descrevia aos tessalonicenses deve ser para todos nós um programa: “assim também nós, pela afeição que vos temos, estávamos dispostos a partilhar convosco não apenas o evangelho de Deus, mas inclusivamente a nossa própria vida, tão amados vos tornastes para nós” (1 Ts 2,7-8).
Ser missionário significa dar graças
Um missionário é aquele que, no seu dia a dia, pergunta-se e pergunta a Deus: que posso fazer eu por Ti? Senhor, Tu me dás tudo, como posso eu ser grato? Será um sinal de amor a preocupação de comunicar a verdade e de introduzir na unidade. Será igualmente um sinal de amor devotar-se sem reservas e sem subterfúgios ao anúncio de Jesus Cristo. O missionário é aquele que independentemente das circunstâncias sabe dizer e diz: Senhor, obrigado! Senhor eu te dou graças!


