“É dever de todos nós, incluindo os líderes religiosos, buscar o diálogo sobre a divisão e confrontar o ódio onde quer que o encontremos, antes que ele se instale e se espalhe”, afirma o secretário-geral da ONU numa breve mensagem para o Dia Internacional da Fraternidade Humana, que se celebra esta terça-feira, dia 4 de fevereiro.

António Guterres lamenta que os valores da igualdade, unidade e respeito mútuo que se pretende promover neste Dia se defrontem “em todo o mundo” (…) com “uma onda de discriminação, xenofobia e intolerância que afasta as pessoas e destrói o tecido das sociedades”.
O secretário-geral recorda, neste contexto, a Declaração sobre a Fraternidade Humana em prol da Paz Mundial e da Convivência Comum, assinada pelo Papa Francisco e o Grande Imã de Al-Azhar, o xeque Ahmed El-Tayeb, considerando-a “um projeto para a harmonia inter-religiosa e a coexistência pacífica” e, ao mesmo tempo, “um lembrete poderoso de que o nosso compromisso compartilhado com os direitos humanos e a dignidade é a base de um futuro melhor para todos”.
“Inspirados por esta Declaração [de 2019], sublinha Guterres, reconheçamos que somos uma família humana – rica em diversidade, iguais em dignidade e direitos, e unidos em solidariedade”.
O Dia Internacional da Fraternidade Humana foi instituído em 21 de dezembro de 2020, por uma resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas, durante a sua 75ª sessão plenária. Por essa decisão, no dia 4 de fevereiro de cada ano os Estados membros são convidados a comemorar esse dia “para promover o diálogo inter-religioso e intercultural”.
O Dicastério para o Diálogo Inter-religioso tem, na sua página na Internet, alguma informação complementar sobre este dia.


