PONTO BRANCO | Em minoria ativa, mas ousada sempre

(Pe. Artur de Matos)

Todos enviados. Foto: Pe. Artur de Matos

Ultrapassada está a questão teológico-pastoral de saber o que é a missão e onde mora. Mesmo a missão ad gentes está clara: é dirigida aos grupos humanos que não conhecem o Evangelho, estejam eles onde estiverem. Nesta missão ad gentes, porém, há um grupo, ainda significativo de pessoas, que expressam por vocação e carisma, a preocupação da Igreja inteira em partilhar com os países de maioria não cristã a riqueza da Boa Nova e são, para os demais cristãos, a referência e a prova de que anunciar o Evangelho a todos é a essência da Igreja. Mas esta vocação específica não anula nem dispensa cristão algum de se sentir também ele enviado ad gentes lá onde vive, onde trabalha, onde estuda, onde se diverte. Disto, hoje, ninguém duvida. O que se põe em causa é a crise de fé e de testemunho que impelem à missão.

Angel Merkel, antiga chanceler alemã, afirmou no Congresso do seu partido: “Na Europa, não há Islão a mais; o que há é Cristianismo a menos”.

A missão vem da sarça ardente, do encontro com “Aquele que É”; a missão aqui começa e jamais acaba: sempre irá, até aos extremos da terra. Em minoria ativa, por vezes, cativa, mas ousada sempre.