(Pe. Jerónimo Nunes) – No meio do medo e das portas fechadas, Jesus vem ao encontro dos discípulos e oferece-lhes paz. Não uma paz qualquer, mas a que nasce do perdão, da presença e do Espírito Santo. Também Tomé, na sua dúvida, é conduzido à fé: «Meu Senhor e meu Deus!» — um encontro que transforma o coração. Hoje, como os discípulos, somos enviados a levar esta paz ao mundo. A missão nasce do encontro com Cristo vivo e cresce na confiança, mesmo sem ver.
Amigo do domingo sem missa, hoje quero falar contigo porque encontrei uma pessoa, não sei se conheces, o Tomé.
Ele era amigo de Jesus. Mas na Sexta-feira Santa, quando viu Cristo pregado na cruz, a morrer, e todos a falar mal Dele, ficou completamente perdido. Fugiu e nunca mais procurou Jesus Cristo. Uns tempos depois, Jesus Cristo procurou-o, encontrou-o e disse-lhe: Tomé, mete os teus dedos aqui nas feridas, nas minhas mãos, nas feridas dos meus pés, aqui nesta ferida da esquerda, onde foi ferido o meu coração». E ele meteu, ajoelhou-se diante de Jesus e disse: «Meu Senhor e meu Deus!»
Olha, se tu queres descobrir coisas importantes na vida, convido-te a olhar para a ternura das crianças. Para a loucura dos jovens que vão fazer cura na psiquiatria. Para a beleza dos velhos, que estão doentes, que sofrem dos pés, da cabeça, mas sorriem para tudo e abraçam todas as pessoas que as visitam. Se tu descobrires essas pessoas, e descobrires o segredo delas, vais ver Cristo presente nelas. Vale a pena descobrir!
Tomé, quando descobriu Cristo vivo, depois da cruz, ele tornou-se uma grande testemunha do Cristo vivo. Fugiu depois das guerras e das perseguições. Foi para a Índia, 1500 anos antes dos portugueses o Tomé já estava na Índia a falar de Jesus Cristo.
Vale a pena conheceres o Tomé.


